O Blog Brigue Beagle nada mais é do que um meio de transporte, assim como o HMS Beagle, o brigue errante de Charles Darwin o ajudou a fazer descobertas que mudaram o pensamento humano espero que de uma maneira bem menos despretensiosa que o Blog Brigue Beagle faça alguma mudança no mundo levando o que há de mais importante, informação.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Agora arrisco aliterar e assonar
sexta-feira, 29 de abril de 2011
VIII Encontro de Verônicas
Neide Rodrigues se apresenta com o Coral de Joanópolis
Lilian Vogel coordena o encontro
Válter Cassalho dá uma palestra sobre As Verônicas
A Verônica não consta nos quadros das igrejas, somente nos evangelhos apócrifos uma mulher é citada, seu nome significa "Verdadeira Imagem", no grego chamam-a de Berenice e em muitos outros lugares o mesmo varia.Esta mulher que ao enxugar o rosto de Jesus, descobre a sua face, guarda o mesmo e um determinado momento vai até o imperador que estava com lepra e ao ver o pano cura-se milagrosamente. Depois do ocorrido o pano é guardado numa caixa e utilizado em momentos de grandes epidemias que a humanidade passou.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Ver e não ver
SACKS, Oliver. Um antropólogo em Marte: Sete histórias paradoxais. Companhia das Letras, São Paulo, 1995.
O londrino Oliver Sacks nasceu em 1933 e atualmente mora no EUA onde leciona no Albert Einstein College of Medicine (NY). Dentre seus livros estão: Tempo de despertar (que inspirou o filme homônimo com Robert de Niro e Robin Willians, e a peça A kind of Alaska, de Harold Pinter), Enxaqueca, O homem que confundiu sua mulher com um chapéu, A ilha dos daltônicos e Vendo vozes.
Com sete histórias, o livro “Um antropólogo em Marte” fala de pessoas que pressionadas por situações-limites, podem ajudar-nos a compreender melhor o que somos. Segue abaixo a resenha do texto “Ver e não ver”, cap. 4, p. 123-164:
No capítulo “Ver e não ver”, o neurologista Oliver Sacks relata o paradoxal caso de um de seus pacientes que cego desde os 3 anos de idade, volta a enxergar aos 50. Com essa reviravolta o paciente Virgil, que até aquele momento só enxergava pelo tato e possuía apenas a noção de tempo, se encontra num processo de descoberta e por outro lado de sofrimento, pois, embora enxergue, seu cérebro não tem noção de espaço, só enxergando quando realmente toca objetos. Como não possui nenhuma memória visual, sua mente não distingue o que está vendo, vê cores, texturas, luzes, sombras, mas não sabe o que enxerga, “vê e não vê”.
O mundo que vemos não surgiu do nada à nossa frente, diferente do paciente Virgil, crescemos, experimentamos e conhecemos pouco à pouco nossa realidade através de todos os sentidos. Como cita (Sacks, 1995, p. 129):
Nós que nascemos com a visão mal podemos imaginar tal confusão. Já que, possuindo de nascença a totalidade dos sentidos e fazendo as correlações entre eles, um com o outro, criamos um mundo visível de início, um mundo de objetos, conceitos e sentidos visuais. Quando abrimos nossos olhos todas as manhãs, damos de cara com um mundo que passamos a vida aprendendo a ver.
“Era, antes, o comportamento de alguém mentalmente cego, ou agnósico -- capaz de ver, mas não de decifrar o que estava vendo.”, descreve (Sacks, 1995, p. 131), o comportamento de Virgil. Com a privação da visão, é natural que os outros sentidos agucem e o cérebro regule suas funções para obter melhor proveito da audição, tato, olfato e paladar, corroborando para uma inibição da parte de seu cérebro responsável pela visão.
A psicologia de Gestalt fala da questão “figura/fundo” e como assimilamos estas informações através das seguintes leis: pregnância, fechamento, similaridade ou semelhança, proximidade, continuidade e experiência passada. Não notamos esta percepção visual em Virgil, como relata (Sacks, 1995, p. 137):
Outros problemas se manifestaram ao longo do dia. Virgil pinçava detalhes incessantemente — um ângulo, uma quina, uma cor, um movimento —, mas não era capaz de sintetizá-los, de formar uma percepção complexa com uma passada de olhos. Esta era uma das razões por que o gato, visualmente, era tão enigmático: via a pata, o focinho, o rabo, uma orelha, mas não conseguia ver tudo junto, o gato como um todo.

Foto: albena.org
Foto do livro: livrosdownload.com
El baño de Frida Kahlo
Graziela Iturbide nasceu no México em 1942. Casa-se com o arquiteto Manuel Rocha Díaz no ano de 1962, casamento que gera três filhos. Em 1970, um trágico acontecimento marca a vida da fotógrafa para sempre, sua filha morre aos seis anos de idade. A partir desse momento, Iturbide sensibiliza-se pela fotografia. 




Fotos: http://www.arte-mexico.com/lopezquiroga/GracielaIturbide/elbanodeFridaKahlo.html
sexta-feira, 1 de abril de 2011
In the road...
O viajante Robert Frank nasceu em Zurique, Suíça, em 1924. Em busca de fotos inusitadas, o fotógrafo observa, tenta conhecer os indivíduos e espera pelo acaso. Entra em bares, hoteis vagabundos e rodoviárias. Sua fotografia mostra também aquilo que ele sente. 



A sombra que quebrou o relevo
300.000 Km/s, foi aproximadamente a velocidade do raio que fez partir o tédio e nascer a sombra. Inicialmente era pequena, estava deitada. Ao olhar ao redor, viu que havia várias como ela, de todos os tamanhos possíveis. Mesmo jovem sonhava em ser grande como suas irmãs, e quanto mais raios vinham, mais se alongava. Ao meio-dia estava com formas arredondas, equilibrada na linha do criador que emanava raios ininterruptamente, assegurando sua forma corpórea. Durante a tarde se divertiu tanto correndo pelos campos, se distorcendo no capim, mas eis que o inusitado acontece. Uma massa acinzentada se aproxima sorrateira, bloqueando sua fonte de definição. Naqueles minutos que mais pareceram uma eternidade, o tempo parou. Ou mesmo não mais existia, se sentiu num vácuo. Pela primeira vez sentiu a experiência da morte. Quando abriu os olhos, viu que a massa se afastava e refletiu sobre o fato. Pensou consigo que não era eterna, e que a ameaça de uma massa maior poderia extinguí-la para sempre. Passou a tarde angustiada com a descoberta, se viu deitada e percebia a cada minuto que menos raios sentia. No último raio, uma nova descoberta. Não se sabe como ou porquê, mas ela orou, pediu a alguém que supostamente a pudesse ouvir. Não havendo resposta, a luz se foi. Novamente no silêncio e não havendo outra saída, ficou a ouvir. Viu que eram suas irmãs que estavam ao seu lado, todas grudadas como se fossem uma. Sentiu-se confortada e percebeu que fazia parte de algo muito maior, e sorriu. Com o passar dos anos, conheceu muito. Percebeu que havia mais energias que a podiam alimentar, conheceu a energia vermelha que dançava sobre a brasa, conheceu mais esferas luminosas e pontos brilhantes, estáticos ou velozes, viu que mesmo com as massas cinzentas carregadas, ora ou outra, uma energia brotava do chão rasgando o céu. Embora o mais importante foi a descoberta da imaginação, com o qual viajou pelo universo com suas irmãs. Viu que sempre existiria de alguma forma, finalmente a sombra quebrou o relevo. Foto: espiritualidadeparatodos.blogspot.com
Diálogo idealizador
Papos de poetas do museu... Foto: blogdonazario.zip.net
